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Setor têxtil brasileiro deve retomar crescimento após incentivos

Data: 07/11/2011
Fonte: Assessoria de Imprensa

Setor têxtil brasileiro deve retomar crescimento após incentivos
Première Brasil Primavera/Verão 2013 ocorre em cenário favorável à indústria nacional

Consolidado como o quinto maior do mundo, o setor têxtil e de confecção brasileiro deve manter-se estável até o fim do ano, com viés de crescimento para 2012. O bom momento é resultado das iniciativas do Governo Federal junto ao setor, que contemplou as principais demandas da indústria com o lançamento do pacote "Brasil Maior", no último mês de agosto, e resultará em uma desoneração tributária de cerca de R$ 25 bilhões para o segmento.

"O Brasil tem um universo com mais de 30 mil empresas que empregam 1,7 milhão de pessoas diretamente. No ano passado, o setor faturou US$ 52 bilhões. Com incentivos que contemplaram desoneração e linhas de crédito, acredito que teremos um crescimento do setor e, consequentemente, do Première Brasil", sinaliza Gabriel Palumbo, diretor geral da Fagga | GL Exhibitions.

Embora ainda seja deficitário - registrando um descenso de US$ 2,26 bilhões no primeiro semestre deste ano -, a expectativa é de que as iniciativas comecem a apresentar resultados no próximo balanço anual da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), no início de 2012. A retomada no nível de criação de vagas também deve se consolidar, uma vez que o setor foi contemplado com desoneração da folha de pagamento, um dos pedidos mais antigos da indústria. No período de janeiro a maio deste ano foram criados 16 mil novos postos de trabalho.

Ainda de acordo com a Abit, entre janeiro e junho de 2011, as importações do setor cresceram 31,7%, somando US$ 2,966 bilhões, enquanto as exportações cresceram 4,7%, alcançando US$ 706,3 milhões. O balanço divulgado pela associação apontou ainda queda de 0,3% na produção da indústria de vestuário e confecção, e de 11,9% na produção do segmento têxtil, analisando-se o período entre janeiro e maio deste ano em comparação com 2010. Já o varejo cresceu 6,86%, o que indica, segundo a associação, que os produtos importados vêm crescendo nas prateleiras das lojas. China, Índia e Indonésia são os principais exportadores de produtos têxteis para o Brasil.


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